Foram
ao todo proferidas quatro conferências principais, uma a cada
dia, com duração de 1 hora e 30 minutos, entre 15 horas e 16
horas e 30 minutos. Em sua conferência (aula inaugural), que
abordou o tema geral do Fórum, o embaixador de Angola no Brasil,
Senhor Alberto Correia Neto, fez uma resenha histórica da trajetória
política e econômica de Angola, desde o início da luta de
libertação contra a colonização, a proclamação da independência,
passando pelo primeiro programa de saneamento econômico e
financeiro de 1988, a abertura para a democracia política e
culminando com o fim da guerra civil e a abertura do mercado
nacional ao capital internacional.
As
demais conferências foram proferidas por três acadêmicos com
cadeira cativa em importantes centros universitários do Brasil e
de Angola: o antropólogo angolano Carlos Moreira Henrique
Serrano, professor e diretor do Centro de Estudos Afro-Asiático
da USP, o sociólogo José Octávio Serra Vand-Dúnem, professor
titular de Filosofia e Sociologia na Universidade Agostinho Neto e
vice-decano da Faculdade de Direito desta Universidade; e o
historiador luso-brasileiro-angolano José Maria Nunes Pereira,
titular da cadeira de História da África da Universidade Cândido
Mendes, vinculado ao importante Centro de Estudos Afro-Asiáticos
dessa universidade.
Do
conjunto desses debates, que obedeceram a uma metodologia
propositiva e reflexiva, resultou uma declaração que será
apresentada à opinião pública através dos anais do evento e da
aplicação geral do plano de desdobramentos previstos neste Fórum.
Essa declaração marcará a posição dos quadros angolanos e
angolanistas no Brasil sobre as questões relacionadas com a
reconstrução e desenvolvimento sustentável de Angola, como
contribuição do evento em favor dos esforços de reconstrução
em curso nesse país.